12.6.09

Carlos Drummond de Andrade




Amar

Que pode uma criatura senão,
entre criaturas, amar?
amar e esquecer,
amar e malamar,
amar, desamar, amar?
sempre, e até de olhos vidrados, amar?

Que pode, pergunto, o ser amoroso,
sozinho, em rotação universal, senão
rodar também, e amar?
amar o que o mar traz à praia,
e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha,
é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?

Amar solenemente as palmas do deserto,
o que é entrega ou adoração expectante,
e amar o inóspito, o áspero,
um vaso sem flor, um chão de ferro,
e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.

Este o nosso destino: amor sem conta,
distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas,
doação ilimitada a uma completa ingratidão,
e na concha vazia do amor a procura medrosa,
paciente, de mais e mais amor.

Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa
amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

Ps:como não me apaixonar
não me render, não me entregar,
não me completar com
tudo que é você;
que me rouba o pensamento,
que me deu meu melhor momento,
que tem me ensinado o que
eu não sei do verbo amar

Para o meu amor, companheiro,

amigo, amante e ETERNO NAMORADO...

RAFAEL.

EU SEMPRE VOU AMAR VOCÊ.

OBRIGADA POR VOCÊ EXISTIR!


4 comentários:

Fatima disse...

Feliz dia dos namorados Andreia!
Bjs.

MEU MUNDO E NADA MAIS... disse...

Obrigada minha amiga
tenha um dia dos namorados
maravilhoso!!!

Livinha disse...

Lindo esse teu mundo Andrea,
mundo de amor, mundo de vida,
mundo de encanto, nos cantos
do encantamento, de felicidade
infinita...

É tudo muito mágico por aqui
e eu adoro passear...

Feliz esse dia todos os dias,
sempre!

Bjss

Mustafa Şenalp disse...

Çok güzel site. :)